A sociedade veste o homem como o vê. Tarcísio de Miranda Burity é Tarcísio competente , culto e sabedor do saber e do saber fazer. Mas, vestindo e encarnando várias importantes personas da intelectualidade.                                                          

Vestido de acadêmico, o imortal da Academia Paraibana de Letras; ora o magnífico docente universitário; o homem de cultura, artista e beneficiador das artes na sua terra; o Governante probo, honesto, criativo e dinâmico. Enfim, a sua maior túnica: o pensador das ciências jurídicas, exímio conhecedor da Teoria do Estado, sobre o que dominava como ninguém a moral, a justiça e o direito na teoria de Hans Kelsen.  Suas próprias idéias atraíam as atenções de vários filósofos do direito, especialmente, Miguel Reale ou participantes dos simpósios, nos quais Burity conferenciava.    

Conheci Tarcísio, conversando com ele sobre os Diálogos de Platão e nos afinamos na admiração pelo grande Sócrates. Enquanto educador e homem dedicado à Filosofia das Ciências Jurídicas, citava sem cansar as derradeiras palavras deste filósofo, diante do convite dos seus discípulos para fugir da condenação e do cálice de cicuta, admoestando Críton e preferindo a sentença de morte: “É preciso que os homens bons respeitem as leis más, a fim de que os homens maus aprendam a respeitar as leis boas”. 

Damião Ramos Cavalcanti
Professor, Advogado e membro da APL

 
   
   

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